O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta terça-feira em alta de 0,39%, alcançando 123.338,34 pontos, o maior patamar desde dezembro do ano passado. Durante o dia, o índice chegou a marcar 123.461,68 pontos na máxima e 122.289,95 pontos na mínima. O volume financeiro negociado somou R$ 16,6 bilhões.
O movimento foi impulsionado pelo bom desempenho das bolsas norte-americanas, como o S&P 500, que subiu 0,88%, além de um dia positivo para ações de destaque no mercado interno, como Embraer, Braskem e empresas do setor de siderurgia.
Importância do patamar dos 123 mil pontos
Analistas do Itaú BBA destacaram que o nível de 123 mil pontos é uma resistência importante para o índice. O fechamento acima desse marco pode sinalizar uma reversão da tendência de baixa observada nos últimos meses. Apesar disso, os especialistas alertam que o momento ainda requer cautela e monitoramento antes de adicionar novos riscos à carteira.
Influência de Wall Street e o impacto no Brasil
O avanço do Ibovespa também refletiu o cenário internacional. Nos EUA, investidores reagiram positivamente à ausência de medidas práticas envolvendo tarifas comerciais durante os primeiros decretos do presidente Donald Trump. Essa estabilidade temporária trouxe alívio aos mercados emergentes, incluindo o Brasil.
De acordo com William Queiroz, sócio da Blue3, o mercado brasileiro segue atento às decisões dos Estados Unidos, especialmente as que podem impactar países emergentes e seus fluxos financeiros.
Destaques de alta no Ibovespa
- Embraer ON (+2,87%): A fabricante de aeronaves renovou suas máximas históricas, impulsionada pelo otimismo do mercado em relação ao ambiente favorável na indústria e ao potencial impacto positivo da fusão entre Gol e Azul.
- Braskem PNA (+3,57%): Seguiu em alta devido à expectativa sobre os incentivos fiscais do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e ao anúncio de novos investimentos na ampliação de sua capacidade produtiva.
- Usiminas PNA (+5,36%): Liderou os ganhos no setor de mineração e siderurgia, acompanhada por Gerdau PN (+2,17%) e CSN Mineração ON (+1,74%).
Destaques de baixa no Ibovespa
- BRF ON (-6,61%): Ações de empresas de proteínas recuaram, pressionadas pela alta nos preços dos grãos em Chicago e pela confirmação de um caso de gripe aviária nos EUA. Marfrig ON caiu 4,04%, enquanto JBS ON e Minerva ON registraram quedas menores, de 1,84% e 0,2%, respectivamente.
- Raízen PN (-3,11%): Renovou mínimas históricas após a divulgação de dados operacionais preliminares e o anúncio de que a empresa descontinuará as projeções financeiras para o ano-safra 2024/2025.
- Petrobras PN (+0,03%): Apesar da leve recuperação, as ações da estatal sofreram com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
Bancos e expectativas para 2025
Os grandes bancos brasileiros também contribuíram para a alta do Ibovespa:
- Banco do Brasil ON (+0,9%)
- Santander Brasil UNIT (+0,28%)
- Itaú Unibanco PN (+0,21%)
- Bradesco PN (+0,09%)
Os analistas esperam resultados ainda sólidos para o setor bancário no quarto trimestre de 2024, mas com um cenário mais desafiador para 2025.
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